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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Top Ten 1989: The Stone Roses "The Stone Roses"




Este é o Lp de estreia dos The Stone Roses que, anos após a sua edição, foi eleito por uma larga maioria da imprensa britânica como o melhor álbum inglês de todos os tempos. Eles próprios também foram considerados a melhor banda nascida na terra da rainha, tendo sido nomeados os lideres da cena "Madchester", o fenómeno que fundiu as guitarras pop com o delírio fornecido pelas drogas, raves e a cultura da dança. As repercussões deste trabalho histórico podem ser ouvidas em toda a década de 90, através do movimento "brit pop", como é exemplo confesso dos seus principais intervenientes, Oasis e Blur.

Eu, não vou tão longe, mas confesso que também me rendi a esta colecção de hinos, que considero a numero um de 1989. Sem dúvida que a figura e a voz de Ian Brown foi muito importante, como mais tarde ele acaba por atestar através da sua carreira a solo, mas a verdadeira chave do sucesso dos Stone Roses são as simples e atractivas guitarradas de John Squire exemplarmente acompanhadas pela secção rítmica de Reni e Mani que, de uma forma natural, enchem todas as músicas com ritmos de dança.

Os singles retirados deste álbum, lançado em Março de 1989, "Made of Stone" e "She Bangs the Drums" acabaram por entrar em todos os Tops, mas a canção que escolhi para divulgar este álbum, que em 1991 foi finalmente editada como single, foi o "I Wanna Be Adored". Julgo que (no Porto e arredores) será a música que mais paixões desperta e é provavelmente a letra que mais descreve os Stone Roses e, principalmente, Ian Brown.



Seguiu-se uma história de 7 anos bastante atribulados.
Em 11 de Agosto de 1996, Portugal, já sem Reni(substituído por Robbie Maddix) e John Squire(substituído por Aziz Ibrahim), teve a oportunidade de assistir, no relançado "Festival Vilar de Mouros", a uma desastrosa prestação que foi repetida noutros festivais europeus, levando ao abandono de Mani (que juntou-se aos Primal Scream) e também ao final oficial da banda, em Outubro de 1996.

No próximo dia 10 de Agosto está prevista uma nova edição especial deste álbum que marca o seu vigésimo aniversário de lançamento.

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Top Ten 1989: The Stone Roses "Fools Gold"




Editado em Novembro de 1989, arriscava a dizer que só em 1990 é que Portugal teve um contacto directo com este maxi-single, pós-debute álbum dos Stone Roses que a maioria dos seguidores do, na altura, chamado "som da frente" teve dificuldade em classificar.

Orientado para a dança, é , sem dúvida, um dos temas mais fortes e mais representativo do movimento "Madchester", mas levanta algumas questões:

Este tema é da mesma banda, ou seja dos Stone Roses?
Vamos colocar este disco onde?
Na secção Indie?
Ou na secção Dança/Novas Tendências?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Discos Twenty Years - Happy Mondays "Bummed"



A par dos Stone Roses, os Happy Mondays foram uma das bandas de referência da cena de Manchester, e do chamado movimento Madchester, nascido em finais de 80 e princípios de 90. No entanto, se por um lado os Stone Roses centravam-se essencialmente na pop dos anos 60, os Happy Mondays, mergulharam em profundidade no movimento da música de dança, e nele beberam a esmagadora maioria das suas influências.
Liderados pelo vocalista Shaun Ryder, os Happy Mondays formaram-se em 1985, e vieram, de certa forma, mostrar à luz do dia o lado negativo das raves e da cultura da música de dança, que passou então a estar associada às drogas e à violência. Apoiados em letras surrealistas e em sonoridades agressivas, os Happy Mondays foram pioneiros na introdução de ritmos próprios do hip hop, na sua música, do mesmo modo que começaram a adaptar melodias e versos de outras canções às suas, quebrando quaisquer tipo de barreiras musicais que pudessem existir na altura. Todo o ecletismo e diversidade que caracterizavam a música dos Happy Mondays, deixaram marcas para a posteridade vincadas em bandas influentes da actualidade, tais como os Chemical Brothers, no que toca à música de dança, e os Oasis, na área do rock.
O álbum de estreia da banda foi editado em 1987. Intitulado "Squirrel & G Man Twenty-Four Hour Party People Plastic Face Carnt Smile", foi produzido por John Cale e consistiu apenas numa pequena introdução ao ecletismo que viria a tornar-se na imagem de marca da banda.
Foi com este "Bummed", o segundo trabalho da banda, editado em 1988, que os Happy Mondays foram projectados para a ribalta, primeiro em casa, depois no mercado além- fronteiras, tendo as fortes perspectivas sobre o futuro da banda sido confirmadas com a edição do álbum "Pills ´n´ Thrills & Bellyaches". O registo foi considerado uma espécie de "caleidoscópio neo-psicadélico de alucinogénios", que se tornou na obra-prima da banda, proporcionando aos músicos a vivência do auge da popularidade da sua carreira.

Discos Twenty Years - The Stone Roses "Elephant Stone"



Os Stone Roses apareceram na metade da década de 80 em Manchester. Os Joy Division já não existiam mais, mas os New Order, os Smiths, The Fall, e a Hacienda (club mítico de Tony Wilson) continuavam a segurar o "bastão" e a atenção do mundo continuava voltada para a cidade inglesa, que era vista como o grande centro musical da época.
O que veio depois, liderado pelos Happy Mondays e pelos Stone Roses, ficou conhecido como Madchester e, para muitos, marcou o início da cultura rave. Enquanto os Happy Mondays foram aos poucos esquecidos, os Stone Roses resistiram e hoje é considerado um nome fundamental da história do rock, tendo extrapolado os limites da Madchester do fim dos anos 80.
Os Stone Roses nasceram em 1985, das cinzas dos The English Rose, e foram formados pelos colegas de escola John Squire (guitarrista) e Ian Brown (vocalista). 1987 é o ano dos primeiros lançamentos discográficos pela Thin Line Records que foram os singles "So Young" e "Sally Cinnamon".

Em 1988, já com Reni na bateria e Mani no baixo, os Stone Roses assinaram com a recém-criada editora Silvertone Records e lançam este maxi-single, chamado "Elephant Stone", que foi produzido por Peter Hook (New Order) e que começa a mostrar o gosto da banda em cruzar os ritmos de dança e as melodias luminosas.
A reputação da banda estava bem estabelecida e os concertos lotados em Londres eram rotina. Para consolidar de vez, saiu o primeiro LP da banda, o histórico álbum homónimo que foi imediatamente aclamado pelo público e pela crítica. Os singles do álbum "Stone Roses" estavam em todos os Tops e o mundo inteiro rendeu-se a esta banda.


Os Stone Roses tocaram em Portugal no dia 11 de Agosto de 1996, no histórico relançamento do Festival Vilar de Mouros, onde apresentaram um espectáculo tecnicamente medíocre, tornando quase irreconhecíveis alguns dos temas que os fizeram famosos. Foram decepcionantes. O que valeu nessa noite foi a prestação dos suiços Young Gods.