segunda-feira, 27 de julho de 2009

Top Ten 1989: The Cure "Disintegration"


Depois de lançarem em 1987 o duplo álbum "Kiss me, Kiss me, Kiss me", 1988 foi o ano em que Robert Smith teve de mostrar a todos, toda a sua força interior. Apesar de ter sido um ano de alegrias, como foi exemplo o seu casamento com Mary Poole, depois de 14 anos de namoro, Robert teve que ultrapassar a angústia provocada por um incêndio na sua casa, onde perdeu todos os seus pertences, excepto as letras das suas músicas. No fundo, as letras eram a coisa com que ele mais se importava e os seus amigos não economizaram forças para resgatá-los do meio do fogo. Como se esta situação não fosse suficiente, Lol Tolhurst continuava a mostrar desleixo com a banda, aparecendo nos ensaios apenas para receber cheques. Robert cansa-se desta atitude, muito pouco profissional, e acaba por demitir Lol da banda, acabando com uma amizade de muitos anos.

Em 1989, os Cure conseguem atingir o pico da sua popularidade com este sedutor "Disintegration", considerado pela maioria dos fans, o melhor álbum da banda. É um disco hipnótico, fascinante, composto quase inteiramente por atractivos e bem construídos épicos como o refrescante "Pictures of You", a encantadora "Love Song", o latejante "Fascination Street" e o misterioso "Lullaby". "Disintegration" é o culminar de todas as direcções musicais a que os Cure se dedicaram durante a década de 80 e foi, na altura, o disco que iria provocar o fim da banda, segundo boatos que iam sendo lançados e consolidados após Robert Smith ter dito "I’ll never see you again" no final de um concerto em Mansfield, EUA.
video

Comprar na Yeah!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Top Ten 1989: The Stone Roses "The Stone Roses"




Este é o Lp de estreia dos The Stone Roses que, anos após a sua edição, foi eleito por uma larga maioria da imprensa britânica como o melhor álbum inglês de todos os tempos. Eles próprios também foram considerados a melhor banda nascida na terra da rainha, tendo sido nomeados os lideres da cena "Madchester", o fenómeno que fundiu as guitarras pop com o delírio fornecido pelas drogas, raves e a cultura da dança. As repercussões deste trabalho histórico podem ser ouvidas em toda a década de 90, através do movimento "brit pop", como é exemplo confesso dos seus principais intervenientes, Oasis e Blur.

Eu, não vou tão longe, mas confesso que também me rendi a esta colecção de hinos, que considero a numero um de 1989. Sem dúvida que a figura e a voz de Ian Brown foi muito importante, como mais tarde ele acaba por atestar através da sua carreira a solo, mas a verdadeira chave do sucesso dos Stone Roses são as simples e atractivas guitarradas de John Squire exemplarmente acompanhadas pela secção rítmica de Reni e Mani que, de uma forma natural, enchem todas as músicas com ritmos de dança.

Os singles retirados deste álbum, lançado em Março de 1989, "Made of Stone" e "She Bangs the Drums" acabaram por entrar em todos os Tops, mas a canção que escolhi para divulgar este álbum, que em 1991 foi finalmente editada como single, foi o "I Wanna Be Adored". Julgo que (no Porto e arredores) será a música que mais paixões desperta e é provavelmente a letra que mais descreve os Stone Roses e, principalmente, Ian Brown.



Seguiu-se uma história de 7 anos bastante atribulados.
Em 11 de Agosto de 1996, Portugal, já sem Reni(substituído por Robbie Maddix) e John Squire(substituído por Aziz Ibrahim), teve a oportunidade de assistir, no relançado "Festival Vilar de Mouros", a uma desastrosa prestação que foi repetida noutros festivais europeus, levando ao abandono de Mani (que juntou-se aos Primal Scream) e também ao final oficial da banda, em Outubro de 1996.

No próximo dia 10 de Agosto está prevista uma nova edição especial deste álbum que marca o seu vigésimo aniversário de lançamento.

Comprar na Yeah!



Top Ten 1989: The Stone Roses "Fools Gold"




Editado em Novembro de 1989, arriscava a dizer que só em 1990 é que Portugal teve um contacto directo com este maxi-single, pós-debute álbum dos Stone Roses que a maioria dos seguidores do, na altura, chamado "som da frente" teve dificuldade em classificar.

Orientado para a dança, é , sem dúvida, um dos temas mais fortes e mais representativo do movimento "Madchester", mas levanta algumas questões:

Este tema é da mesma banda, ou seja dos Stone Roses?
Vamos colocar este disco onde?
Na secção Indie?
Ou na secção Dança/Novas Tendências?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Top Ten 1989: Depeche Mode "101"


Os Depeche Mode, precursores do synth pop, foram formados em 1980 em Basildon, Essex, Inglaterra, por Dave Gahan (vocalista), Martin L. Gore (teclista, guitarrista, voz), Andrew Fletcher (teclista) e Vince Clarke (teclista e principal compositor) que abandona a banda logo após o lançamento do álbum de estréia "Speak and Spell" em 1981, por não se rever no tipo de sucesso que a banda estava a alcançar, para formar os Yazoo, sendo substituído por Alan Wilder entre 1983 e 1995. Após a saída de Wilder, os Depeche Mode continuaram a sua carreira como um trio.

Em 1987, é lançado "Music for the Masses", o sexto trabalho de originais que lhes asseguraria definitivamente uma posição de destaque nos EUA, originando algumas das músicas mais emblemáticas dos Depeche Mode e dos anos 80. Canções como "Never let me down Again", "Behind the Wheel" e "Strangelove" tiveram uma ampla divulgação nas rádios de todo o mundo e o sucesso do álbum reflectiu-se numa estrondosa digressão mundial imortalizada num documentário assinado por D.A. Pennebaker e neste duplo álbum "101".



Apesar de não ser grande adepto das edições ao vivo, reconheço neste álbum um marco em termos de produções discográficas deste género. O centésimo primeiro (101) concerto da digressão mundial do "Music for the Masses", realizado no Rose Bowl de Los Angeles, tornou-se lendário por ter ultrapassado todos os recordes de assistência até então estabelecidos por apenas uma banda. Apesar do numero oficial ser de 60.453 outras fontes revelam um, muito diferente e impressionante, que rondou as 80.000 pessoas. Se havia dúvidas os Depeche Mode tiraram, mostrando serem uma banda perfeitamente capaz de transportar a sua música do estúdio para o palco como nenhuma outra, tornando-se numa grande influência para diversas bandas de Pop e Rock actuais.



Os Depeche Mode visitaram Portugal pela primeira vez, há precisamente 16 anos, no dia 10 Julho do ano de 1993, sem uma certeza absoluta penso que a primeira parte, no Estádio das Antas e na outra data no Estádio de Alvalade, foi feita pelo projecto inglês Babylon Zoo. Regressaram com a "Touring the Angel", dia 8 de Fevereiro de 2006, ao esgotadissimo Pavilhão Atlântico, com os Bravery a assegurarem a primeira parte. Depois de cancelarem a terceira visita que ia acontecer no Estádio José Alvalade, dia 28 de Julho de 2006, os Depeche mode voltaram a cancelar um concerto único, que ia acontecer amanhâ,no Parque da Cidade do Porto ("Festival Super Bock Super Rock"), devido a uma lesão no músculo de uma perna de Dave Gahan. Este concerto ia servir de apresentação do, novo álbum editado este ano, "Sounds of the Universe".

Comprar na Yeah!