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domingo, 15 de junho de 2008

A despedida dos Heróis do Mar


Os Heróis do Mar foram uma banda pop rock, formada em 1981 por, Paulo Pedro Gonçalves (guitarra), Carlos Maria Trindade (teclas), Tozé Almeida (bateria), Pedro Ayres Magalhães (baixo) e Rui Pregal da Cunha (voz).

A escolha do nome Heróis do Mar, retirado do hino nacional, não foi casual, todos os pormenores foram pensados, tal como a opção por um visual futurista, militarista e por letras simples que projectavam um imaginário cultural nostálgico de Portugal. Houve, até, quem os acusasse de neofascistas ou neonazis. O seu estilo musical, ainda que próximo de algumas fontes portuguesas ia beber ao fenómeno neo-romântico que despontava em Inglaterra liderado por bandas como os Spandau Ballet ou os Duran Duran.

Os cinco Heróis estão também envolvidos no último disco de António Variações "Dar e Receber", onde todos tocam. Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade assinam a produção e os arranjos. São eles também que acompanham António Variações nos seus últimos dias.

Em 1983 a revista inglesa "The Face" considera os Heróis do Mar o melhor grupo de Rock da Europa. O "Amor" torna-se no primeiro Maxi-single da história da música Portuguesa e como single é também o primeiro Disco Platina.
Em 1988 com o álbum "Heróis do Mar IV", já sem Tózé Almeida, meses mais tarde, os Heróis acabam e seguem cada um o seu rumo, terminando desta forma um projecto que revolucionou e inovou. A história da banda é revisitada no documentário "Brava Dança", de Jorge Pereirinha Pires e José Pinheiro em Abril de 2007.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

HOMENAGEM - António Variações



"Tenho pena de morrer, mas não medo. Tudo o que acaba me deprime. Mais pelo fim do que pelo acto em si." disse António Variações, em entrevista, poucos dias antes de falecer, vítima de uma brocopneumonia, no dia 13 de Junho de 1984. Com a sua morte desaparece um dos maiores renovadores da música pop portuguesa das últimas décadas.
As barbas longas e loiras, roupas extravagantes e brincos, cabelos coloridos, fazem dele um personagem notado que procurava a provocação como forma de afirmar a sua identidade. Na sua discografia contam-se apenas um máxi-single e dois álbuns, editados entre 1982 e 1984.

Para o recordar um clássico que nunca me fartei de ouvir. A letra traduz estados de espírito de todos nós que por sermos "cegos", nunca estamos totalmente bem com a nossa vida. So, live life like you're gonna die, because you're gonna die.