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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Discos Twenty Years - Echo & the Bunnymen "New Live and Rare"



As origens da banda remontam ao final dos anos 70, quando Ian McCulloch, Pete Wylie e Julian Cope formaram os The Crucial Three. Em 1978, Cope e Wylie deixam a banda para formar os Teardrop Explodes e os Whah!, respectivamente e McCulloch, juntamente com Will Sergeant, criaram o duo Echo, utilizando uma caixa de ritmos em substituição da bateria. No mesmo ano, o baixista Les Pattinson junta-se à banda, e realizam o seu primeiro concerto ao vivo no clube "Eric", em Liverpool, com o nome Echo & The Bunnymen.

Em Março de 1979 lançaram o primeiro single "Pictures on my wall" que lhes permitiu fazerem o primeiro concerto em Londres, com os Joy Division e Teardrops Explodes, onde conheceram Pete de Freitas que viria a ser chamado para tocar com a banda logo após a assinatura do contracto com a Korova. O primeiro trabalho "Crocodiles" foi lançado em julho de 1980 com grande sucesso. No ano seguinte lançam "Heaven up Here". Mantendo a tradição de um álbum por ano, no final de 1982 chega "Porcupine", considerado pela banda como um trabalho autobiográfico. Já em 1984, lançam o que foi considerado o melhor álbum da banda, "Ocean Rain", com o clássico "Killing Moon" que segundo Ian McCulloch é a música mais perfeita que ele fez. Em Novembro de 1985 lançaram a colectânea "Songs to Learn & Sing" que inclui o inédito, "Bring on the Dancing Horses". Em 1987 lançaram o álbum homónimo que foi considerado o trabalho mais pop da banda.

Em 1988 McCulloch saí da banda e a editora lança este "New Live and Rare", uma compilação de 7 temas ,constituída na sua maioria por versões, que não deixa de ser um tributo às bandas que foram as suas influências. Deste disco fazem parte versões de "People are Strange" dos Doors, "All you need is Love" dos Beatles, "Paint it Black" dos Rolling Stones, "Run Run Run" dos Velvet Underground, "Friction" dos Television e duas novas roupagens para os temas "Do it Clean" e "The Killing Moon".



No verão de 1989 a tragédia atingiu a banda com a morte por acidente de automóvel de Pete de Freitas. Apesar de, em pouco tempo, terem perdido o vocalista e o baterista, a banda tenta manter-se com um vocalista novo, Noel Burque e editam o fraco e desastrado "Reverberation" em 1990.

Depois de uma carreira a solo constituida por 2 trabalhos mas completamente falhada e de mais um deslize com o projecto Electrafixion, Ian McCulloch ressuscita os Echo que lançaram, em 1997, "Evergreen", um disco que passou quase despercebido. Em 1999 já sem o baixista Les Pattison, acontece mais um trabalho, "What Are You Going to Do With Your Life?". Passados dois anos lançaram "Flowers", considerado pela critica inglesa como um dos melhores discos da banda e no ínicio de 2002 seguiu-se um álbum duplo ao vivo, "Live in Liverpool". Em 2005 regressaram com "Siberia" para depois lançarem mais dois trabalhos ao vivo, "Me, I´m all Smiles" em 2006 e "Breaking the Back of Love" neste ano.

A primeira vez que visitaram Portugal foi no dia 31 de Julho de 1982, no Festival Vilar de Mouros onde, na altura, repartiram o palco com os Heróis do Mar e os Stranglers. Sem certeza, em 1985 vêm ao Infante Sagres do Porto. Vinte e três anos depois regressaram ao Festival de Vilar de Mouros a 29 de Julho.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Discos Twenty Years - Julian Cope "My Nation Underground"


Julian Cope é um dos génios que apareceram na década de 80 e que hoje vivem em plena obscuridade.
Nasceu em Outubro de 1957 em Deri, País de Gales. Em 1976 mudou-se para Liverpool onde conheceu Ian Mcculloch com quem formou ao lado Pete Wylie os Crucial Three, que não duraram mais de um mês porque Ian McCulloch deixou a banda para construir um sucesso chamado Echo and Bunnymen. Julian Cope formou os Teardrop Explodes com quem gravou dois clássicos, "Killimanjaro" de 1980 e "Wilder" de 1981.
Em 1982 depois de uma fracassada tour americana os Teardrop Explodes acabaram, mas ainda deixaram um disco inacabado que resultou no álbum "Everybody Wants to Shag Teardrop Explodes" lançado em 1990.
Em Março de 1984 Julian Cope faz a sua estréia a solo com o álbum "World Shut Your Mouth" e em Outubro do mesmo ano é editado o seu segundo trabalho "Fried" que tem uma recepção mais calorosa que o seu antecessor.



Em 1986 Cope assinou um contracto com a Island Records. Depois da edição de um mini-lp, em 1987 é lançado "Saint Julian", o seu álbum de maior sucesso do qual fazem parte os singles "Trampolene" e "World Shut Your Mouth".



Em Outubro de 1988 é lançado este novo LP, "My Nation Underground". Os singles disponíveis foram "Charlotte Anne" e "Five O'Clock World". Para Cope este disco foi uma decepção, elegendo-o o menos favorito de todos os seus trabalhos.



Apesar dos problemas de saúde e mentais que o assaltavam, a criatividade artística de Julian Cope tem-se mantido até ao presente ano. A sua discografia contempla uma média de um disco por ano. Julian Cope ainda vai mais longe, tendo ainda tempo para dedicar a outros projectos entre os quais destaco Brain Donor e Queen Elisabeth.