Depois de lançarem em 1987 o duplo álbum "Kiss me, Kiss me, Kiss me", 1988 foi o ano em que Robert Smith teve de mostrar a todos, toda a sua força interior. Apesar de ter sido um ano de alegrias, como foi exemplo o seu casamento com Mary Poole, depois de 14 anos de namoro, Robert teve que ultrapassar a angústia provocada por um incêndio na sua casa, onde perdeu todos os seus pertences, excepto as letras das suas músicas. No fundo, as letras eram a coisa com que ele mais se importava e os seus amigos não economizaram forças para resgatá-los do meio do fogo. Como se esta situação não fosse suficiente, Lol Tolhurst continuava a mostrar desleixo com a banda, aparecendo nos ensaios apenas para receber cheques. Robert cansa-se desta atitude, muito pouco profissional, e acaba por demitir Lol da banda, acabando com uma amizade de muitos anos.
Em 1989, os Cure conseguem atingir o pico da sua popularidade com este sedutor "Disintegration", considerado pela maioria dos fans, o melhor álbum da banda. É um disco hipnótico, fascinante, composto quase inteiramente por atractivos e bem construídos épicos como o refrescante "Pictures of You", a encantadora "Love Song", o latejante "Fascination Street" e o misterioso "Lullaby". "Disintegration" é o culminar de todas as direcções musicais a que os Cure se dedicaram durante a década de 80 e foi, na altura, o disco que iria provocar o fim da banda, segundo boatos que iam sendo lançados e consolidados após Robert Smith ter dito "I’ll never see you again" no final de um concerto em Mansfield, EUA.
A banda Holandesa The Essence não são os The Cure disfarçados mas é inegável a semelhança entre eles, bastando para isso ouvir uma música. O líder Hans Diener (voz, guitarra, sintetizador e piano) formou os The Essence em 1984, na cidade de Roterdão, e convidou Jerry Geertsma' Jeroen, para o baixo e Olaf Willemsen, para a bateria.
Em 1986 a banda lançou o seu LP de estreia "Purity" e no ano seguinte o segundo trabalho "A Monument of Trust" de onde foi extraído o single "A Mirage" que foi um grande sucesso em Espanha, facto que contribuiu para o ínicio de uma longa digressão Europeia.
Os Essence não ficaram tão conhecidos como os Cure, mas a verdade é que álbuns como "A Monument of Trust" e este "Ecstasy", de 1988, os transformaram em banda de culto, sendo este prestado principalmente por fãs do movimento gótico.
Geralmente associado aos anos 80, os The Essence continuaram a gravar na década de 90, lançando "Nothing Lasts Forever" em 1991 e "Glow" em 1996 que conta já com uma nova formação prestada pelos irmãos Tan, George ocupou o lugar da bateria e Mark ficou com os teclados e o baixo. Em 1994 a editora Cherry Red Records lançou "Dancing in the Rain — The Best of the Essence" uma compilação das suas músicas mais populares.
Para muitos os The Essence foram a banda que plagiou os The Cure. Hans Diener foi um perito na reprodução da voz de Robert Smith sendo o seu o gémeo vocal. As músicas duplicavam as camadas negras e as guitarradas do som dos Cure e mesmo até os títulos escolhidos como "Between Yesterday and Today" e "The Cat" eram notados. Este tipo de imitação pode têr várias reacções. Duas delas serão o desprezo ou o apreço.
Robert Smith é o líder e o único membro fixo da banda The Cure, desde a sua formação inicial. Nasceu em Blackpool, Inglaterra, em 21 de Abril de 1959, e ainda em criança mudou-se para a periferia da cidade de Crawley. Segundo a história, formar uma banda de rock foi a saída óbvia para o rapaz tímido e estranho que usava maquilhagem e roupas pretas, tendo sido expulso da escola por ser considerado uma má influência para os outros alunos. Robert admitiu que a inspiração para uma banda foram os Clash. Aos 16 anos, formou com companheiros de escola a banda Easy Cure que seria o embrião da banda The Cure, precursora e principal divulgadora do rock que viria a ser conhecido como gótico, marcado por visual e letras depressivas, batida acelerada e dançavel.
Neste mês faz trinta anos que uma demo com a música "Killing An Arab" caiu nas mãos de Chris Parry, um executivo da editora Polydor que impressionado com a música e principalmente com a atitude estranha e original da banda, resolveu apostar na produção de um single. Esta música foi inspirada no livro de Albert Camus "The Stranger". Não é uma canção racista, mas causou muita controvérsia devido ao título. O livro fala sobre o existencialismo, o título "Killing An Arab" foi retirado de uma passagem onde o personagem principal pensa no vazio da vida depois de matar um homem numa praia. Em Concertos ao vivo Robert Smith trocou muitas vezes o título original e cantou "Kissing an arab". O single foi lançado em Dezembro de 1978 e foi seguido de um intenso trabalho, de divulgação e concertos, que esgotou, desde logo, a primeira edição e embora a música não tenha chegado aos primeiros lugares dos tops, a boa repercussão foi suficiente para que a banda pudesse gravar o seu primeiro longa duração, o clássico "Three Imaginary Boys", em 1979, cuja capa não trazia nenhuma foto da banda, somente três electrodomésticos. Os singles que se seguiram, "Boys Don't Cry" e "Jumping Someone Else’s Train", seriam sucessos ainda maiores. No final de 1979, os The Cure já tinham tido duas mudanças na sua formação e desde então nenhum componente durou muito tempo. Até 1982, a banda prosseguiu como um trio - Roberth Smith na guitarra, voz e sintetizadores, Laurence Tolhurst na bateria e mais tarde nos teclados e Simon Gallup no baixo. O segundo álbum, "17 Seconds" de 1980, marcou um avanço na técnica de estúdio da banda, com muito experimentalismo, teclados e arranjos muito elaborados, que os caracterizariam a partir de então. É deste disco o seu primeiro grande sucesso, "A Forest". A banda torna-se num grande sucesso na Inglaterra e arrisca a sua primeira digressão mundial. Todos os discos desde então apenas viriam a confirmar a sua popularidade crescente. Para vêr e ouvir deixo-vos com a primeira apresentação ao vivo num programa de televisão em 1979.
A primeira vez que os Cure visitaram Portugal foi em 28 de Junho de 1989 para um concerto no estádio de Alvalade. Mais tarde regressaram aos Festivais de Verão, em 1995 vieram ao primeiro Super Bock Super Rock (9/07), em 1998 ao Sudoeste (7/08), em 2002 visitaram novamente a Zambujeira do Mar (4/08) e em 2004 foram a Vilar de Mouros (17/07). Este ano no dia 8 de Março estiveram no Pavilhão Atlântico.
Em 1979 os irmãos Simon (vocalista) e Justin Jones (guitarrista) inspirados pela ideologia do movimento pós-punk, decidiram transformar todo tédio bucólico da vila rural de Worcestershire, Inglaterra, onde viviam, em música, ao lado dos amigos Steven Burrows (baixista) e Nick Havas (baterista). Quando descobriram que os The Cure estavam à procura de uma banda suporte, os And Also The Trees enviaram uma demo-tape e acabaram sendo escolhidos para abrir os concertos da digressão dos Cure de 1981. Esta união teve como consequência uma amizade entre as bandas que fez com que Robert Smith produzisse a cassete "From Under the Hill" em 1982, com uma edição limitada a 200 cópias.
Em 1983 é a vez de Laurence Tolhurst produzir os seus dois primeiros singles, "Shantell" e "The Secret Sea", e também o primeiro álbum, "And Also the Trees".
Depois de uma segunda tour com os The Cure em 1984 os AATT começam a desenvolver a sua própria identidade através de um som próprio que mostram no segundo trabalho "Virus Meadow" de 1986, um álbum rico em melancolia e lamentos que resultou na primeira digressão europeia onde aparentemente encontraram um público arrebatado pelo drama e que entendeu a natureza poética do seu trabalho.
Em 1988 lançaram este "The Millpond Years" onde continuaram a produzir canções apaixonadas e dramáticas com uma inspiração lírica cheia de cenários rurais, eventos sobrenaturais e imagens místicas, como os títulos das músicas "The Sandstone Man", "Count Jefferey" ,"Simple Tom and the Ghost of Jenny Bailey" e "House of the Heart", demonstram.
Os AATT continuam o seu excelente trabalho com os subsequentes albuns "Farewell To The Shade" de 1989 e "Green Is The Sea" de 1991. O lançamento de 1993 "The Klaxon" mostra o início de um novo capítulo na vida dos AATT, as influências esotéricas e rurais foram substituídas por sensações mais urbanas e guitarras dedilhadas. Esta mudança continua no aclamado "Angelfish" de 1996 e "Silver Soul" de 1998. Entre 1998 e 2003 os AATT praticamente desapareceram. O rumor do seu final termina com "Further From The Truth", um testemunho da qualidade eterna da sua música. No ano passado lançaram "(listen for) The Rag and Bone Man", álbum que foi gravado numa casa rural do sec. XI e também numa capela Victoriana de Londres, utilizaram um contrabaixo, cítara e piano que teve como resultado um som rico, orgânico, que foi ainda colorido por uma guitarra que traz o som que marca os seus primeiros anos. Este ano estava prevista a primeira visita a Portugal a 13 de dezembro, que foi cancelada e adiada para o início do próximo ano.
Susan Janet Ballion, nasceu em 27 de Maio de 1957 no Bromley, em Londres. Em meados da década de 70, Susan, mais conhecida como Siouxsie Sioux, pertenceu ao Bromley Contingent que era um grupo de jovens, fãs dos Sex Pistols, de quem também fazia parte Billy Idol e o amigo também fundador dos Siouxsie & The Banshees, Steven Severin. Ela tornou-se bastante conhecida no cenário punk de Londres devido à sua aparência visual e por ter trabalhado durante algum tempo como modelo vivo da vitrine da loja de Vivienne Westwood (famosa estilista punk).
A partir do primeiro álbum, "The Scream", de 1978, até ao final da banda em 1996, Siouxsie & the Banshees foi uma das mais bem sucedidas bandas de punk rock e pós-punk, que ajudou a criar o estilo "goth" tanto na música como na forma de se vestir. São marcas de Sioux a forte maquilhagem com lápis preto e sombra nos olhos, o vestuário agressivo com correntes e acessórios sadomasoquistas, os cabelos um pouco desfiados e desalinhados, que foram mais tarde uma imensa influência tanto para a moda gótica quanto para o estilo punk.
Depois de grandes transformações na formação da banda de quem fez parte Sid Vicious (Sex Pistols) e Robert Smith (The Cure), a sonoridade da banda vai mudando aos poucos, afastando-se do estilo gótico, adoptando cada vez mais um som pop, electrônico e dançante. O álbum Peepshow, de 1988, mostra bem as novas tendências da banda.
Em 1988, a banda fez parte da primeira edição do Lollapalooza , um conhecido festival organizado por Perry Farrel, vocalista dos Jane´s Addiction.
No dia 18 de Março de 1995, a Siouxsie & The Banshees tocaram pela primeira e única vez na cidade do Porto, no Coliseu.