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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Discos Twenty Years - The House of Love "The House of Love"


Formados em Londres por Guy Chadwick na voz e guitarra, Terry Bickers na guitarra, Andrea Heukamp na segunda voz e guitarra, Pete Evans na bateria e Chris Groothuizen no baixo, os House of Love atrairam a atenção de Alan McGee, patrão da Creation Records que lançou "Shine On", primeiro single da banda, em 1987 com grande sucesso.


The house of love - Shine on
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Para promoverem o single fizeram diversos concertos na Inglaterra mas perderam Heukamp, que deixou a banda. Os House of Love resolveram continuar o seu trabalho como um quarteto e em 1988 lançaram, o primeiro trabalho de longa duração que foi este álbum homónimo, amplamente aclamado pela crítica, sendo considerado um dos melhores discos do ano. A este trabalho pertence a música "Christine", maxi-single que finaliza a minha lista dos melhores de 1988.

No ano seguinte a banda assinou com a PhonoGram/Polygram e lançou mais dois singles, "Never" e "I Don´t Know Why I Love You". No final de 1989 aconteceu outra baixa, desta vez é Bickers a deixar a banda e para o seu lugar entrou Simon Walker. Em 1990 lançaram o segundo disco, também ele homónimo, pela editora Fontana. O segundo trabalho mostra um desvio no som da banda, que apostou numa aproximação ao brit pop de bandas como os Stone Roses e Happy Mondays, deixando as semelhanças com os Smiths e Jesus and Mary Chain para trás. Neste álbum regravam "Shine On", o primeiro single da carreira.
Depois da digressão de divulgação do disco, Walker deixa a banda e entra Simon Mawby. Com a nova formação, em 1992, os House of Love lançaram "Babe Rainbow", que teve óptimas críticas mas péssimas vendas. O álbum não foi entendido pelo público, que na época estava mais ligado ao som vindo de novas bandas como os Oasis e Blur e também ao grunge vindo de Seatle.

Com todas estas dificuldades a banda resolveu cessar as actividades em 1994, logo após o lançamento do álbum "Audience With the Mind", que foi gravado em apenas duas semanas e já sem a força dos anteriores.
Em 2005, aproveitando a onda de regressos que assolaram a música a nível mundial, os House of Love também ressuscitaram e lançaram "Days Run Away", um bom disco que passou totalmente despercebido ao grande público.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Discos Twenty Years: The Jesus and Mary Chain "Barbed Wire Kisses"



Fundados em 1984, os The Jesus and Mary Chain são os irmãos William e Jim Reid, que nasceram em Glasgow na Escócia e passaram a sua juventude a ouvir Velvet Underground, Stooges, Ronettes, Beach Boys e Sex Pistols.
Depois de saír dos The Wake, foi Bobby Gillespie (que substituiu o primeiro baterista , Murray Dalglish) quem mostrou uma demo-tape da banda ao empresário Alan McGee, fundador da Creation Records (uma das mais influentes editoras do Reino Unido). O entusiasmo de Alan McGee pela demo-tape foi tão grande que os The Jesus And Mary Chain tornaram-se uma das primeiras apostas deste recém criado selo.
As primeiras apresentações dos The Jesus and Mary Chain na capital britânica eram recheadas de incidentes. Depois de horas de atraso, a banda subia ao palco (normalmente mostrando um indisfarçável consumo de álcool) e dava as costas ao público, virando-se para os amplificadores. Depois de 15 minutos de barulheira poderiam ser reconhecidos alguns acordes da música que eles estavam a tocar (normalmente "Jesus Fuck", uma das favoritas da época). Muitas vezes aconteciam sessões de pancadaria entre o público e em vez de acabar com um "bis", as primeiras apresentações dos Mary Chain acabavam com a chegada da polícia.
No fim de 1985 foi lançado o LP "Psychocandy", que continha todos os singles editados até á altura (excepto "Upside Down"), e mais algumas músicas com a mesma qualidade. Este disco é definitivamente um clássico. Os Mary Chain regressaram em 1987 com o lançamento de "Darklands". O novo disco dispensava um pouco o barulho, realçando mais as melodias com arranjos mais limpos e uso de bateria electrónica. A repercussão do disco foi bastante curiosa, enquanto que os críticos consideraram "Darklands" um trabalho bem inferior ao "Psychocandy", a verdade é que este disco foi o de maior sucesso da sua carreira, atingindo o 5º lugar do Top Inglês, principalmente graças ao single "April Skies", igualmente o maior hit da carreira da banda.
Mesmo com tão pouco tempo de carreira, os The Jesus and Mary Chain já possuíam, em 1988, sobras de estúdio, lados B e raridades suficientes para uma colectânea. E foi assim que surgiu "Barbed Wire Kisses", disco obrigatório para quem acompanha a carreira dos Mary Chain. Entre as músicas deste álbum, destaca-se uma cover/paródia de "Surfin' USA" dos Beach Boys, influência decisiva no som dos irmãos Reid. Uma dupla homenagem a Bo Diddley com os temas "Who Do You Love" e "Bo Diddley is Jesus"e uma cover ao vivo do "Mushroom" dos Can. Deste álbum faz ainda parte o tema "Sidewalking", uma das melhores músicas de sempre dos The Jesus and Mary Chain, também editado na versão maxi-single, fazendo parte do meu Top Ten 1988. Este maxi-single, para além de ter 2 versões do "Sidewalking" (a extended e a short), tinha no lado B duas músicas ao vivo, "Taste of Cindy" e "April Skies".
No próximo dia 9 de Dezembro faz vinte anos que os The Jesus and Mary Chain visitaram pela primeira vez o Porto para um concerto no Pavilhão Infante Sagres onde regressaram passados 4 anos no dia 25 de Abril de 1992. No dia 8 de Julho de 1995 fazem parte do 1º Festival Super Bock Super Rock. Em Maio de 1996 regressam a Portugal para tocar nas queimas de Coimbra (05-05), Braga (07-05) e Porto (09-05). No passado ano, a 4 de julho regressaram a Lisboa para participar uma vez mais no Festival Super Rock Super Bock.

Artigos relacionados: Since 1988, Fundação Atlântica, Ultra Vivid Scene.